quinta-feira, 6 de agosto de 2015

No Fundo Nada Vejo... Só Depressão



"Tem se tornado difícil viver.
As circunstâncias tornam o movimento mais triste.
Pela procura encontro o não saber.
No que isso baseia, no que consiste?

Os amigos, espalhados por aí
Vivendo, andando, são suas vidas.
E aqui, esse vazio, infinito
Cemitério de sonhos, acumulador...
de feridas.

Já os olhos ao se abrir
Não enxergam, se perdeu o brilho.
De um mundo imenso, incrivelmente extenso
Meus sonhos simples tem mais cores, são mais vivos.

E dentro da bagunça que me rodeia
Seguro cada emoção para que não fuja
Enquanto ouço reclamações de corações frágeis, e boca suja
Como uma obrigação que por fora acende, por dentro incendeia.

E o que era importante hoje não é nada
Nem sentido me faz embora goste.
E a sobrevivência em mim se resguarda
Para evitar pensar que minha fuga egoísta é a morte.

E sem chuva a água cai, e cai, e cai, sem fim
sem pensamento, sem permissão.
Só comportamento, fluxo, sangue carmesim
E no fundo nada vejo...
só depressão."





É triste pensar que preciso me sentir assim para escrever sobre.
Talvez tenha algum sentido nisso.
E aqui eu retorno ao Angels Chaos.

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